ENH DEFENDE QUE AS MULHERES SÃO INDISPENSÁVEIS NA ECONOMIA

O Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), Rudêncio Morais, defendeu há dias, em Maputo, que a participação das mulheres na economia nacional é indispensável, tendo destacado, em particular, a indústria de petróleo e gás.

Rudêncio Morais falava durante a conferência “Mulheres na Economia”, promovida pelo Fundo para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), no painel subordinado ao tema “Conteúdo Local como Motor de Desenvolvimento Sustentável no Sector de Petróleo e Gás: O Lugar Estratégico das Mulheres”, perante uma audiência constituída por líderes empresariais, fornecedores e demais actores da sociedade.

Na sua intervenção, o PCA da ENH começou por elogiar a promulgação da Lei de Conteúdo Local, afirmando que Moçambique deu um passo importante na promoção da participação nacional na indústria de hidrocarbonetos e que esta lei trará vantagens para as mulheres por elas constituírem uma percentagem expressiva do tecido empresarial moçambicano.

Morais falou ainda do Programa Linkar, uma iniciativa lançada pela ENH em 2023, em parceria com a Women Entrepreneurs Finance Initiative (We-Fi/AFAWA), para reforçar a participação das empresas nacionais na cadeia de valor da indústria de petróleo e gás através do fortalecimento das capacidades das Pequenas e Médias Empresas nacionais, com especial atenção ao empreendedorismo feminino.

Morais revelou que o Programa Linkar dispõe actualmente de uma base de dados de 270 empresas registadas, das quais 79 pertencem a mulheres, o equivalente a 30 por cento, e que o programa apoia a formalização de empresas em Cabo Delgado e Inhambane, promove processos de certificação internacional, nomeadamente a ISO 9001, e capacita PME para responderem aos padrões exigidos pela indústria.

“Estes indicadores demonstram que a participação das mulheres não constitui um objectivo secundário. Faz parte da estratégia de desenvolvimento do conteúdo local da ENH, porque acreditamos que o crescimento da indústria só terá verdadeiro impacto quando criar oportunidades concretas para todos os moçambicanos”, afirmou.

O PCA destacou ainda o papel histórico e transformador da mulher na sociedade, sublinhando que a liderança feminina deve ser fortalecida pela capacitação e parcerias estratégicas. “A mulher na economia não é sobre preencher a quota. É, sim, sobre competitividade, qualidade, diferencial e inclusão deste segmento que perfaz mais de 50 por cento da população moçambicana. E para que o país chegue mais longe, ela precisa de ser acompanhada por oportunidades e compromissos”, afirmou.

No final do painel, várias participantes colocaram questões sobre as oportunidades existentes no âmbito do conteúdo local, acesso ao Programa Linkar e os mecanismos de capacitação e financiamento disponíveis para empresas lideradas por mulheres.

Entre as painelistas estiveram Edna Simbine, Gestora de Conteúdo Local da TotalEnergies, e Shelzia Mucavel, CEO da Rovuma Tech. A IV edição da conferência “Mulheres na Economia” reuniu mulheres de diferentes partes, disciplinas e sectores do país para promover o debate sobre inclusão económica, empreendedorismo, liderança feminina e criação de oportunidades que contribuam para que mais mulheres participem de facto no desenvolvimento sustentável do país.

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