RESULTADOS LÍQUIDOS DA ENH CRESCEM 18 POR CENTO

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) registou no exercício económico de 2025 um resultado líquido positivo de 2.047.321.340 meticais, contra os 1.737.629.961 meticais do ano anterior, o que representa um crescimento de 18 por cento. Neste período, houve igualmente aumento do rácio de liquidez da empresa.

Estes dados constam do Relatório e Contas da empresa, apreciado e aprovado recentemente, em Maputo, em Assembleia-Geral. O documento aponta que contribuíram para este sucesso o aumento considerável das receitas e vendas de gás natural e dos dividendos provenientes das afiliadas ligadas ao projecto de Pande e Temane.

Como corolário dos resultados positivos, a empresa contribuiu para os cofres do Estado com mil milhões em dividendos e 690 milhões de meticais em impostos, sendo 324 milhões em royalties, 310 milhões em Imposto sobre Rendimentos de Pessoas Singulares (IRPS), 14 milhões em Imposto sobre Rendimentos de Pessoas Colectivas (IRPC) e 42 milhões em Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA).

Quanto aos projectos, destacam-se no período em análise a tomada da Decisão Final de Investimento no Projecto Coral Norte, que permitiu o início da construção da plataforma flutuante com capacidade de produção anual de 3,5 milhões de toneladas por ano (MTPA) de gás natural liquefeito (GNL); inauguração da Fábrica de Processamento Integrado de Hidrocarbonetos (IPF), em Temane, na província de Inhambane; pesquisas de hidrocarbonetos na Bacia de Moçambique, entre outras acções.

Em relação aos investimentos realizados, salienta-se a aquisição dos 70 por cento da participação detida pela Kogas Moçambique na ENH-Kogas, passando assim a ENH a deter a totalidade desta sociedade que é responsável pela distribuição de gás natural canalizado na cidade de Maputo.

O Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE) está satisfeito com o desempenho da ENH, mas encoraja a tomada de medidas para a aumentar a rentabilidade da empresa e, como consequência, contribuir mais para o desenvolvimento do país. “Queremos mais do nosso sector empresarial do Estado, em particular da ENH, pelas suas características, não só em termos percentuais, mas em termos absolutos: ter números muito maiores na sequência de investimentos rentáveis”, disse Danilo Nanla, Presidente do Conselho de Administração.

O Presidente do Conselho de Administração da ENH, Rudêncio Morais, classificou a Assembleia-geral como um momento importante de avaliação do período em análise, mas também para partilhar desafios e perspectivas sobre a empresa, a partir de diferentes pontos de vista, para se encontrar um caminho comum rumo ao que se almeja.

Sobre as recomendações, Morais assegurou que a empresa vai continuar a aprimorar os mecanismos de trabalho e de negócios, assim como os instrumentos de governação, para que possa contribuir cada vez mais para as contas do Estado, quer em forma de dividendos quer em forma de impostos.

“Ficou assente que devemos realizar investimentos que podem traduzir-se em receitas para o Estado, para a materialização dos objectivos de desenvolvimento do país”, sublinhou.

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