MIREME E EMPRESÁRIOS ALINHAM PRIORIDADES DE INVESTIMENTO NO SECTOR

O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) reuniu-se na sexta-feira (5/6), em Maputo, com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) para a partilha das prioridades do Governo, oportunidades de investimento e de participação dos empresários nacionais no sector.

O Ministro Estêvão Pale disse que, na indústria de petróleo e gás, há oportunidades estratégicas e operacionais, especialmente focadas na retenção de valor no país. São oportunidades como projectos de canalização de gás para consumo doméstico e industrial, armazenamento, produção de biocombustíveis, cadeia de fornecimento e serviços de apoio, gás natural veicular.

O governante expressou o desejo de que as empresas nacionais assumam um papel cada vez mais relevante na indústria. “Queremos que as empresas moçambicanas deixem de ser participantes periféricos e passem a assumir um papel cada vez mais relevante nas cadeias de valor dos hidrocarbonetos, mineração e energia”, afirmou.

Para reforçar as capacidades, uma vez identificadas as necessidades, Pale recomendou o sector privado nacional a estabelecer parcerias com empresas estrangeiras especializadas, numa perspectiva de ganhos mútuos.

O Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), Rudêncio Morais, reforçou a tese de existência de oportunidades para o sector privado nacional na indústria de hidrocarbonetos, afirmando que a empresa que dirige é ponte para essas oportunidades, uma vez que está presente no upstream.

“Segundo a lei, a ENH é o primeiro contacto com os operadores. E sendo o primeiro contacto com os operadores, vê oportunidades e depois comunica ao sector privado, devendo este encontrar as melhores formas de captá-las”, referiu, alertando os empresários para se prepararem para captar as oportunidades que surgirão com a disponibilização do gás para o mercado doméstico pelos projectos da Bacia do Rovuma.

Sobre o gás doméstico, o Presidente da CTA, Álvaro Massingue, defendeu que seja disponibilizado em quantidades adequadas, mecanismos claros e eficientes, e a preços competitivos para a indústria nacional.

“Se o gás destinado ao mercado interno chegar às empresas a preços equiparáveis aos praticados nos mercados internacionais, estaremos a comprometer uma das maiores oportunidades de transformação económica da nossa história. Moçambique deve utilizar o gás como um instrumento estratégico de competitividade, capaz de atrair investimentos para sectores como fertilizantes, petroquímica, siderurgia, cerâmica, vidro, alumínio e outras indústrias transformadoras”, defendeu.

Refira-se que o encontro tem lugar dias depois da aprovação, pela Assembleia da República, da Lei do Conteúdo Local, instrumento jurídico considerado estratégico para fortalecer a participação de empresas e cidadãos moçambicanos nos grandes projectos de petróleo e gás no país.

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