O Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, lançou esta segunda-feira, em Maputo, a primeira pedra do Centro Tecnológico de Moçambique (CTM). Esta unidade de formação técnica, dotada de certificação internacional, resulta de uma parceria estratégica entre a ENH e a ExxonMobil, em representação dos parceiros da Área 4, que integra ainda a Eni, CNPC, XRG e KOGAS.
A colaboração foi formalizada em Novembro de 2025, através de um Memorando de Entendimento assinado pela ENH e a ExxonMobil, em Houston, no quadro da visita do Presidente da República, Daniel Chapo, aos Estados Unidos da América.
Falando na ocasião, o Ministro dos Recursos Minerais e Energia disse que o CTM nasce de uma orientação clara do Governo de Moçambique de transformar os recursos do país em oportunidades concretas para moçambicanos, através da formação, de emprego qualificado e da sua participação activa na cadeia de valor dos hidrocarbonetos.
“Este centro reflecte um esforço concertado alinhado com a prioridade nacional do Governo de Moçambique de assegurar que os investimentos realizados no sector contribuam directamente para o fortalecimento das capacidades nacionais e para a valorização dos moçambicanos”, apontou.
Pale congratulou ainda os parceiros da Área 4 pelo investimento de 40 milhões de dólares neste projecto. Este montante reforça o compromisso do consórcio Rovuma LNG com o desenvolvimento do capital humano, promover o conteúdo local e com a estratégia de nacionalização do projecto, garantindo que a força de trabalho local tenha acesso à formação técnica de classe mundial, adaptada à indústria do Gás Natural Liquefeito (GNL).
O centro terá capacidade para formar até 250 formandos por ciclo. Na fase inicial, será inicialmente dedicado integralmente ao projecto Rovuma LNG, mas prevendo-se que, posteriormente, abra as portas ao público em geral, alargando o acesso ao ensino técnico de alta qualidade..
As áreas de formação incluem áreas-chave da indústria como operações de processo, electricidade, instrumentação e manutenção mecânica, devendo contribuir para reduzir a dependência da mão-de-obra expatriada. O campus contará com salas de aula, oficinas, alojamento para estudantes e refeitório, mas um dos principais destaques da unidade será o Simulador de Planta de Processo em Operação Real (Live Process Plant Simulator), que permitirá aos formandos praticar competências operacionais num ambiente realista e seguro.
Falando em representação da ENH, o Administrador do Pelouro de Engenharia e Desenvolvimento de Projectos, Nelson Cossa, afirmou que o investimento no CTM traduz confiança em Moçambique, mas também a certeza de que o talento nacional merece infra-estruturas à altura das suas ambições, prometendo mais investimentos.
“Continuaremos a colocar Moçambique no centro das grandes decisões estratégicas e continuaremos a investir nas pessoas, porque nelas reside a verdadeira riqueza de Moçambique”, garantiu Cossa.
Já para o Director-geral da ExxonMobil Moçambique, Arne Gibbs, o Centro Tecnológico de Moçambique representa um compromisso de longo prazo dos parceiros de Área 4, sublinhando que o projecto Rovuma LNG, no seu todo, deve traduzir-se em oportunidades reais para moçambicanos.
Após a sua conclusão, o CTM será operado pela ENH, em colaboração com um parceiro líder de formação industrial. O currículo está a ser desenvolvido de forma a alinhar-se com as actuais e futuras necessidades da indústria de hidrocarbonetos.