A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) e a Universidade Eduardo Mondlane (UEM) renovaram no dia 19 de Dezembro, em Maputo, o Memorando de Entendimento (MdU) visando estreitar a cooperação nas áreas de formação e pesquisa, com foco no sector petrolífero no país.
Ao abrigo deste Memorando, as duas instituições têm vindo a realizar diversas iniciativas conjuntas, com destaque para programas de estágios académicos e profissionais, premiação dos melhores estudantes, criação de fundos de pesquisa, bem como palestras, seminários e outras actividades de interesse mútuo, com impacto positivo na sociedade e no sector dos hidrocarbonetos.
O primeiro MdU nesse sentido foi a 30 de Novembro de 2023, sendo agora renovado. Em representação da ENH, o MdE foi assinado pela Presidente do Conselho de Administração, Ludovina Bernardo, e pelo Administrador do Pelouro de Administração e Finanças, Lovemore Chibaya. Pela UEM, o documento foi assinado pelo Reitor da instituição, Manuel Guilherme Júnior, numa cerimónia testemunhada por quadros seniores de ambas as instituições.
Na ocasião, a PCA da ENH destacou a relevância do Memorando para a troca de experiências e o fortalecimento das capacidades nacionais nas áreas de cooperação elencadas. “Sentimos que os moçambicanos devem conhecer melhor os seus recursos para os explorar de forma sustentável, e a academia é um parceiro fundamental nessa jornada. Acreditamos que esta renovação simboliza um passo importante rumo a 2026, tendo em conta a importância estratégica deste memorando”, afirmou Ludovina Bernardo.
Por sua vez, o Reitor da UEM sublinhou que o acordo reforça a ligação entre a universidade e o mercado de trabalho, assim como às necessidades reais do sector energético. “Este memorando fortalece a nossa instituição na sua relação com o mercado. Recentemente, aprovámos o curso de Engenharia de Petróleo e Gás, que se revelou um dos mais procurados, o que demonstra a pertinência desta parceria. A UEM, por via desta cooperação com a ENH, poderá colocar no mercado profissionais alinhados com os interesses do sector”, referiu Manuel Guilherme Júnior.
O Reitor acrescentou que a elevada procura pelo curso de Engenharia de Petróleo e Gás, que terá início no próximo ano, confirma o potencial de crescimento desta área e a necessidade de investimento contínuo na formação de quadros nacionais qualificados