A indústria de hidrocarbonetos em Moçambique apresenta, actualmente, um vasto leque de oportunidades de investimento para o empresariado nacional ao longo da cadeia de valor. Das estratégicas, incluem-se a construção de terminais de recepção de gás natural, gasodutos, refinarias, indústria petroquímica e logística.
Estas oportunidades foram partilhadas na última sexta-feira (24), em Maputo, pelo Administrador do Pelouro de Administração e Finanças da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), Lovemore Chibaya, falando no painel com o tema “Concessões Empresariais e o Desenvolvimento dos Sectores de Energia, Recursos Naturais”, na II Conferência sobre Parcerias Público-Privadas (PPP), que decorreu sob o lema “Promover Investimentos para a Aceleração Económica”.
“Existem oportunidades em toda a cadeia de valor da indústria, embora no upstream, por exemplo, demandem grandes investimentos, mas temos serviços como logística, alojamento, catering, entre outros, no midstream e downstream, que o empresariado nacional pode fornecer nesta fase da indústria, enquanto vamos consolidando a nossa capacidade técnica e financeira como país para captação das oportunidades no upstream”, exemplificou o Administrador, convidando os empresários a preparem-se para agarrar essas oportunidades.
Este painel contou também com a participação de Sónia Matsinhe, Directora-Geral da Sasol; Fabrizio Russo, Director de Procurement da Eni Rovuma Basin; Pedro Rodrigues, Assessor do PCA da Bolsa de Valores de Moçambique; e Vasco Nhabinde, do Gabinete de Reformas e Projectos Estruturantes na Presidência da República.
Além deste painel, a II Conferência sobre Parcerias Público-Privadas teve outros que discutiram “Integração das PPP na Estratégia Nacional de Desenvolvimento”; “Visão do Governo e do Sector Privado: Sectores Sociais e Produtivos” e “Financiamento de PPP em Sectores Estruturantes”.
A Conferência sobre Parcerias Público-Privadas é organizada pela consultora Business & Legal, em parceria com o Governo de Moçambique. A edição deste ano tinha como objectivo consolidar o diálogo entre o sector público e privado para impulsionar projectos de infra-estruturas, energia e serviços que possam acelerar o crescimento económico do país, aproveitando o quadro legal actualizado, tendo reunido decisores políticos, investidores nacionais e internacionais, instituições financeiras e parceiros de desenvolvimento.