ENH ALINHA ESTRATÉGIAS DE COLABORAÇÃO COM EMBAIXADORES

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) reuniu-se, na última quinta-feira (12), em Maputo, com uma delegação composta por três diplomatas moçambicanos recentemente nomeados. Trata-se de Armando Muiuane Júnior, Embaixador de Moçambique na Índia; Alexandre Manjate, Embaixador no Brasil; e Francisco Novela, Embaixador na Suécia e Países Nórdicos.

No encontro, inserido no processo de indução dos diplomatas sobre os interesses económicos estratégicos do país, a ENH partilhou o seu Plano de Negócios recentemente aprovado, os seus projectos, assim como o potencial do país na área de hidrocarbonetos, visando munir os novos chefes de missão de informação estratégica necessária para a mobilização do investimento estrangeiro.

A Presidente do Conselho de Administração (PCA) da ENH, Ludovina Bernardo, disse à margem do encontro que os embaixadores têm um papel crucial na divulgação das potencialidades moçambicanas no sector dos hidrocarbonetos e mobilização de investimentos.

“Os embaixadores são nossos porta-vozes e pessoas certas na divulgação das oportunidades que partilhamos, e certamente vão ajudar a mobilizar investimentos para os projectos que Moçambique e a ENH possuem”, disse Bernardo.

Bernardo detalhou que, para o caso do Brasil, está em preparação a assinatura de um memorando institucional com a Petrobras. Com os Países Nórdicos, pretende-se consolidar a parceria na formação de quadros, tendo em conta, em especial destaque, a experiência acumulada da Noruega, enquanto com a Índia o foco reside em captar o conhecimento técnico para viabilizar o processamento e a distribuição de gás doméstico em Moçambique.

Em representação da delegação, o Embaixador Alexandre Manjate reiterou que o encontro permitiu aos diplomatas compreender, com maior clareza, como devem projectar a imagem da ENH e da indústria moçambicana junto de potenciais investidores.

“Viemos aqui para nos inteirar claramente qual pode ser o nosso papel como representantes de Moçambique além-fronteiras, nomeadamente no Brasil, na Índia e na Suécia, e, em particular, como podemos vender a imagem da ENH a potenciais interesses em investir no nosso país”, disse o diplomata.

 

Manjate expressou satisfação da delegação com a exposição técnica, as previsões de crescimento da empresa e, sobretudo, com o volume de recursos ainda disponíveis no subsolo por explorar, prometendo que vão continuar a trabalhar para atrair mais investimentos para Moçambique.

Refira-se que a capacitação técnica e financeira está alinhada com um dos grandes objectivos da empresa constantes no Plano de Negócios 2025-2034, nomeadamente tornar-se operador no upstream, pelo que a empresa quer explorar várias possibilidades de parceria para se capacitar para responder às necessidades dos projectos.