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“Procura-se proteger empresariado nacional na indústria petrolífera” - Tânia Munhequete

“Procura-se proteger empresariado nacional na indústria petrolífera” - Tânia Munhequete

Maputo, 2 de Fevereiro de 2017 – A Administradora da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) para o pelouro da Engenharia e Desenvolvimento de Projectos, Tânia Munhequete, disse haver uma grande preocupação em proteger o empresariado nacional de modo a garantir a sua maior participação no desenvolvimento da indústria de hidrocarbonetos no País.

A administradora defendeu essa posição falando na Conferência de Moçambique sobre Infra-estruturas de Petróleo e Gás, que teve lugar em Maputo, esta Terça-feira, sob a organização da Confederação das Associações Económicas (CTA) em parceria com a African Influence Exchange (AIE).

“Há uma grande preocupação em proteger o empresariado local. O Decreto-lei que estabelece o regime jurídico e contratual específico aplicável ao projecto de gás natural liquefeito nas Áreas 1 e 4 da Bacia do Rovuma; a Lei de Petróleos; e a proposta de lei de Conteúdo Nacional são instrumentos importantes que têm esse objectivo de proteger o empresariado nacional”, disse a administradora.

Na sua apresentação sobre o tema Oportunidades de Negócios e os últimos Desenvolvimentos dos projectos de Petróleo e Gás de Moçambique, a administradora disse que a implementação dos projectos irá gerar oportunidades de desenvolvimento de infra-estruturas tanto onshore como offshore no País havendo por isso a necessidade do empresariado nacional manter-se atento a esses negócios.

Das infra-estruturas a serem desenvolvidas no âmbito dos projectos constam unidades de produção de LNG; sistema de recepção, separação e tratamento de hidrocarbonetos; tanques de manuseio e contenção de LNG e condensado; equipamentos de produção submarina; bem como na construção de gasodutos tanto na terra como no mar.

Por outro lado, a administradora da ENH falou também de oportunidades de negócios que surgirão nas áreas de construção de pista de aterragem, locais de acomodação e serviços; bem como na prestação de serviços de logística, segurança, catering, administrativo, entre outros.
“Os projectos terão várias oportunidades, mas também vários desafios relacionados com o facto de a indústria ser relativamente nova em Moçambique e por ser de altos padrões de qualidade e segurança. Agora que não temos domínio de todos serviços exigidos pela indústria, podemos começar com passos curtos, mas esses passos devem ser seguros para que tenham sustentabilidade e assim vamos crescendo”, disse ela.

Por outro lado, Tânia Munhequete encorajou o empresariado nacional a também apostar em criar parcerias entre si e com empresas internacionais com capacidade técnica e financeira de modo a melhor se posicionar para a captação das oportunidades de negócio no sector.

A CTA manifestou o seu optimismo em relação a retomada de investimentos no sector petrolífero este ano, considerando por isso 2017 como “um ano de esperança”.

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