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LNG deve ser arma para desenvolvimento de Moçambique

LNG deve ser arma para desenvolvimento de Moçambique

Maputo, 15 de Novembro de 2017 - O vice-Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Augusto de Sousa Fernando, defende que o gás natural a ser produzido em Moçambique, em particular na Bacia do Rovuma, deve ser uma arma para promover o desenvolvimento do país.

A posição foi defendida durante a cerimónia de abertura da quarta edição da Cimeira de Moçambique sobre o Gás – originalmente conhecida como Mozambique Gas Summit, um evento organizado pelo Grupo CWC, em parceria com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) e que teve lugar de 18 a 20 de Outubro, em Maputo.

“O gás natural que iremos produzir deve constituir uma arma fundamental para o real desenvolvimento de Moçambique através da formação e capacitação de capital humano, criação de postos de trabalho, criar oportunidades de negócio para pequena e médias empresas nacionais durante o processo de implementação e na fase de operação comercial”, disse o vice-Ministro.

No seu discurso de abertura, Fernando disse que esta cimeira acontece numa altura em que o sector energético global ainda se ressente da crise resultante da queda acentuada dos preços de commodities como o carvão e petróleo, tendo Moçambique também sido afectado, particularmente a exportação do carvão, apesar dos recentes sinais positivos de recuperação.

Ainda assim, a produção de gás natural a partir dos jazigos de Pande e Temane tem vindo a aumentar e atingiu no último ano o valor de 194 milhões de Gigajoules. Por outro lado, as recentes descobertas de gás em Inhassoro, no âmbito do Contrato de Partilha de Produção (PSA) cujo plano de desenvolvimento prevê a implantação de uma fábrica de gás de cozinha, cujo consumo nacional tem vindo a crescer, representa um aspecto positivo por isso significa uma redução no consumo de lenha como combustível.

O vice-Ministro disse ainda que o Governo congratula-se pelas actividades realizadas e progressos alcançados pelas concessionárias das Áreas 1 e 4 da Bacia do Rovuma para a monetização do elevado volume de reservas de gás natural comprovadas nessa zona norte do País.

Segundo referiu, apesar das alterações significativas no mercado internacional a produção e comercialização de gás natural liquefeito é a única opção para desenvolver economicamente os reservatórios aí existentes em águas profundas, superior a 2.000 metros, e estão em curso acções concretas para a viabilização do gás do Rovuma.

“Estas oportunidades de negócios para os nacionais têm que ser criadas não apenas nas actividades acima mencionadas, mas principalmente na implantação de uma indústria química e outras indústrias com uso intensivo de gás natural, maximizando os nossos recursos para um futuro risonho de Moçambique”, sublinhou o governante.

A Mozambique Gas Summit foi antecedida por um Dia de Conteúdo Local, no dia 18 de Outubro, dedicado a reflexão sobre os últimos desenvolvimentos e as perspectivas de conteúdo local, incluindo aspectos ligados à legislação, participação de empresas locais no crescimento da indústria nacional de petróleo e gás, em toda a sua cadeia de valor.

A cimeira estratégica em si debateu temas relacionados ao ponto de situação da indústria de petróleo e gás em Moçambique; prioridades do Governo na atracção de investimentos no sector; projectos prioritários do sector; perspectivas de novas áreas de pesquisa e produção de petróleo e gás; perspectivas de transformação de Moçambique num hub de gás e energia ao nível da África Austral; entre outros.

Além do Governo, a cimeira contou com a participação dos principais intervenientes da indústria de petróleo e gás em Moçambique, nomeadamente os operadores da indústria, empresas parceiras, instituições financeiras, entre outras, e teve o patrocínio da ExxonMobil, na categoria Platina; Anadarko, Mozambique LNG e BP, na categoria Ouro; bem como a TechnipFMC, Sasol, Siemens, Baker Hughes GE, Air Products, Subsea7 e Enmar, na categoria Bronze.

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