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Importante acrescer valor ao gás de Moçambique

Importante acrescer valor ao gás de Moçambique

Maputo, 15 de Novembro de 2017 - O Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), Omar Mithá, defendeu que o gás natural extraído em Moçambique deve ser usado em uma diversidade de projectos com vista a acrescentar valor aos recursos.

Falando durante a quarta edição da Cimeira de Moçambique sobre o Gás – originalmente designada Mozambique Gas Summit – Mithá defendeu que o gás não pode, por exemplo, ser exclusivamente usado para a produção de energia, tanto mais que há outras fontes de geração como são a hídrica, eólica, cuja contribuição é igualmente importante para o enriquecimento da matriz energética nacional.

“Além da geração de energia, o gás natural deverá ser usado para o desenvolvimento da indústria petroquímica, produção de fertilizantes, de combustíveis líquidos, entre outras indústrias que acrescentam mais valor ao gás”, anotou ele.

Para isso, o PCA da ENH disse que os projectos da Bacia do Rovuma serão estruturantes, sendo o mais importante a garantia de gás doméstico para a promoção da industrialização do País.

De referir que, no que se refere ao gás doméstico, já foram fechados os contratos com as concessionárias da Área 1 para o fornecimento de 400 milhões de pés cúbicos de gás por dia (mmscf/d) a ser extraído dos campos de Golfinho/Atum.

Seguindo um concurso público lançado em 2016 para adjudicação de gás natural para o desenvolvimento de projectos em Moçambique, o Instituto Nacional de Petróleo (INP) seleccionou três projectos principais para a utilização do gás do Rovuma, designadamente o de produção de combustíveis líquidos, pela Shell, de produção de fertilizantes, pela Yara International, e de geração de energia, pela GL Africa Energy.

Omar Mithá referiu que a implementação dos projectos de LNG contribuirá para a transformação económica de Moçambique e o distrito de Palma, em particular, viverá uma dinâmica muito diferente da actual. “Palma vai se esquecer de ser um lugar remoto e sem infra-estruturas. Vai ser um lugar onde todos havemos de desejar ir, não só para trabalhar, mas também para desfrutar do turismo local, assumindo que os projectos terão um impacto mínimo no meio ambiente”, disse ele.

Em relação a ENH, Omar Mithá asseverou que o arranque da produção dos projectos de LNG trará um novo alento às suas contas, tornando a empresa apetecível ao financiamento. “Agora as condições de financiamento da empresa não são favoráveis, mas nós temos certeza que quando o gás do Rovuma começar a sair, teremos uma fila de instituições financeiras a quererem nos emprestar dinheiro”, rematou.

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