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ExxonMobil adquire 25 por cento de participação da Eni na Área 4 em Moçambique

Maputo, 09 de Março de 2017 – A ExxonMobil e a Eni assinaram hoje um acordo de compra e venda que permitirá a aquisição de 25 por cento de participação indirecta da companhia italiana na Área 4, localizado em offshore Moçambique, pela companhia norte-americana.

Com esta aquisição, a companhia americana junta-se assim a outros parceiros do bloco operado pela Eni e que é também participado pela Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH). Os outros parceiros do bloco são a portuguesa Galp Energia, a coreana Kogas e a chinesa CNPC, através de uma participação indirecta na Eni East Africa.
Agora a Eni detém 50 por cento de participação indirecta no bloco através de uma participação de 71.4 por cento na Eni East Africa, que por sua vez detém 70 por cento de concessão da Área 4.

Os termos acordados incluem um preço à vista de aproximadamente 2,8 biliões de dólares. A aquisição será concluída após a satisfação de uma série de condições precedentes, incluindo a autorização do Governo de Moçambique e outras autoridades reguladoras.

O Administrador delegado da Eni, Claudio Descalzi, considera que "este acordo representa a evidência material da nossa estratégia de exploração baseada na monetização antecipada das nossas descobertas, como parte de nosso modelo de" exploração dupla".

Através desta estratégia, a Eni conseguiu arrecadar mais de 9 biliões de dólares nos últimos quatro anos. Para além disso, o acordo confirma a qualidade mundial, o potencial de produção, a robustez técnica e financeira de todo o projecto ".

Por sua vez, Darren W. Woods, Presidente do Conselho de Administração e Administrador Delegado da ExxonMobil, afirmou que esta é uma aquisição importante para o portfolio de desenvolvimento global da empresa.

“Este investimento estratégico vai permitir que a liderança e experiência da ExxonMobil em GNL apoie o desenvolvimento dos abundantes recursos de gás natural em Moçambique", disse Woods.

"A nossa liderança na execução de projetos, as tecnologias avançadas, a capacidade financeira e a capacidade de marketing ajudarão a fornecer energia confiável e acessível aos nossos clientes e ao mesmo tempo criar valor económico de longo prazo para a população de Moçambique, para os parceiros do projecto e para os accionistas da ExxonMobil.

O Presidente do Conselho de Administração da ENH, Omar Mithá, referiu que este acordo é uma mais-valia para o projecto, uma vez que “a experiência e capacidade de um player como a Exxon em termos técnicos e financeiros poderão dar uma dinâmica positiva ao projecto de LNG de Moçambique”.

Com este acordo, a Eni continuará a liderar o projecto flutuante de Coral para a monetização antecipada dos recursos de gás do Coral e todas as operações upstream da Área 4, enquanto a ExxonMobil vai liderar a construção e operação das instalações de liquefacção de gás onshore.
Este modelo de operação vai permitir o uso das melhores práticas e capacidades dentro da Eni e da ExxonMobil, sendo que cada empresa irá focar-se em objectivos distintos e claramente definidos, preservando deste modo os benefícios de um projecto totalmente integrado.

Após a conclusão da transacção, A Eni East Africa S.p.A. será co-propriedade da Eni (35.7por cento), ExxonMobil (35,7 por cento) e da CNPC (28,6 por cento). Os restantes interesses participativos da Área 4 são detidos pela Empresa Nacional de Hidrocarbonetos de Moçambique. (ENH, 10 por cento), Kogas (10 por cento) e Galp Energia (10 por cento).

O gás natural está projectado para ser mundialmente a fonte mais rápida de crescimento dos combustíveis, e Moçambique está bem posicionado para fornecer GNL a nível mundial.

O bloco de águas profundas da Área 4 contém reservas estimadas em 85 triliões de pés cúbicos de gás natural, que irão fornecer recursos para um projecto de gás natural de classe mundial, no qual os parceiros esperam investir biliões de dólares trabalhando em estreita colaboração com o governo e com as comunidades locais.

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