Home / Imprensa / Notícias / Comunidades serão dos maiores beneficiários dos projectos de LNG

Comunidades serão dos maiores beneficiários dos projectos de LNG

Comunidades serão dos maiores beneficiários dos projectos de LNG

Maputo, 10 de Abril de 2017 - O Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), Omar Mithá, defende a necessidade de todos se empenharem no sentido de garantir que a implementação dos projectos de gás natural liquefeito se traduza em benefícios também para as comunidades locais.

Falando durante uma palestra realizada em Maputo, em Março último, aos deputados da Comissão de Agricultura, Economia e Ambiente da Assembleia da República (AR), Mithá explicou aos parlamentares que as concessionárias dos projectos da Bacia do Rovuma têm planos de conteúdo local que visam garantir uma maior participação de moçambicanos nos projectos.

Segundo o PCA, a ENH, em particular, pretende que haja uma maior participação de moçambicanos nos projectos, quer aproveitando as oportunidades de emprego ou por via da prestação de serviços à indústria com vista a uma maior redução das assimetrias regionais e crescimento da economia do País.

“Queremos que haja Moçambicanos a prestarem serviços à indústria. Numa primeira fase, pode ser em áreas não altamente técnicas, mas em áreas como fornecimento de equipamentos, prestação de serviços de construção, manutenção industrial, serviços de cabotagem, transporte, alojamento, catering, comunicações, entre outras”, disse Omar Mithá.

Na ocasião, Omar Mithá falou igualmente sobre os benefícios dos projectos que resultarão de oportunidades de emprego, da implementação do plano de reassentamento bem como em termos de impostos ao Estado.

Sobre o reassentamento, Mithá disse que a implementação do plano deverá arrancar em breve, após a sua aprovação pelo Governo em Novembro último. O PCA explicou que o processo não consistirá apenas na construção de casas para as 500 famílias abrangidas pelo projecto, mas também no desenvolvimento de infra-estruturas sociais bem como na integração socioeconómica dos afectados em novas actividades de subsistência, quer seja agricultura, pesca ou outras, com acções de formação, investimento em insumos, acompanhamento das comunidades, entre outras acções que permitam a sua melhor integração ao novo estilo de vida.

“Queremos que de facto os interesses das comunidades sejam atendidos. Eles devem sentir o impacto do gás nas suas vidas”, disse, anotando que os projectos de LNG terão investimentos sem precedentes na região da África Austral e serão muitas vezes maior que o principal investimento privado existente no País.

De referir que a realização desta palestra insere-se na estratégia de comunicação da ENH visando a disseminação de informação sobre os projectos de gás em curso no país com diversas partes interessadas, incluindo o parlamento.

Os parlamentares mostraram-se satisfeitos com a iniciativa da ENH, uma vez que permitiu partilhar informação importante sobre o ponto de situação e as perspectivas dos projectos de hidrocarbonetos em Moçambique.

“São informações que nos animam, pois se os projectos forem implementados irão significar um salto muito grande em termos de desenvolvimento económico do país, isto é, ao nível do PIB, criação de postos de trabalho e oportunidades de desenvolvimento não só na área de hidrocarbonetos mas em outras áreas como a agricultura, entre outras”, disse o Presidente da comissão, Francisco Mucanheia.

  • Atualmente 0 de 5 estrelas.
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
Avaliado: 0/5 (0 votos realizados)

Obrigado por avaliar!

Você já avaliou esta página, você só pode avaliar uma vez!

Your rating has been changed, thanks for rating!

Log in to rate this page.

  • %ª Edição do MMEC

    %ª Edição do MMEC